domingo, novembro 28, 2004

Mitologia Nórdica - Glossário



AESIR: Principal raça dos deuses de Asgard. Os Aesir são liderados pelo deus Odin. Eles travam uma guerra com a raça de deuses da fertilidade chamados Vanir, que são depois integrados aos Aesir.

ALFHEIM: Região de Asgard onde moram os Elfos Luminosos.

AMSVARTNIR: Grande lago em Asgard em cujo centro fica a Ilha Lyngvi, onde os deuses aprisionam o lobo Fenrir.

ANGRBODA: Giganta amante de Loki, com o qual gerou as três monstruosidades Jormungand (a serpente de Midgard), o lobo Fenrir e Hel (a Morte).

ANÕES: Habitam a região de Midgard chamada Nidavellir. Segundo consta, os anões nasceram dos vermes que comiam as carnes do gigante Ymir. Os anões são requisitados pelos deuses para trabalhos de ferreiro e de ourivesaria - são peritos em ambos e exímios artífices. Eles também são capazes de misturar magia em suas criações: são eles que confeccionam as cadeias com as quais os deuses conseguem finalmente aprisionar o lobo Fenrir.

ASGARD: O primeiro dos três mundos do universo nórdico. É o reino dos deuses. Em Asgard está situada Valhalla, o palácio dos guerreiros mortos em batalha. Também em uma região de Asgard está Vanaheim, a terra dos Vanir e Alfheim, a terra dos Elfos Luminosos. Em Asgard estão também os palácios de cada um dos deuses, como também Gladsheim, o grande santuário na Planície de Ida.

ASK: O primeiro homem, criado por Odin a partir de um freixo.

AUDUMLA: Vaca do início da criação. Ela alimentou o gigante Ymir e, lambendo o gelo para alimentar-se, trouxe à luz Buri, que gerou Bor, que gerou Odin, Vili e Ve.



BERSERKS: Guerreiros que ficavam como que enlouquecidos durante as batalhas e atacavam sem nenhum medo de morrer. Acreditava-se que eram protegidos por Odin. Em inglês existe a expressão "to go berserk," que quer dizer "ficar violento, enlouquecido, incontrolável."

BIFROST: A Ponte do Arco-Íris. Ponte de luz que liga o primeiro mundo, Asgard (o mundo dos deuses), ao mundo-do-meio, Midgard. Bifrost é guardada pelo deus Heimdall. Com a chegada do Ragnarok, Bifrost irá ruir.

BILSKIRNIR: O palácio do deus Thor em Asgard.

BRISINGS, COLAR DE: Colar maravilhoso feito por quatro anões com os quais a deusa Freyja dormiu para consegui-lo.

BRUDABLIK: O palácio do deus Balder em Asgard.



BRÜNNHILDE: A líder das nove Valquírias. Por ter desobedecido uma ordem direta de Odin, Brünnhilde perde a imortalidade. Odin fá-la adormecer sobre uma pedra no alto de uma montanha e cerca todo o local com fogo. Ela deverá ficar dormindo ali até que um guerreiro destemido atravesse o fogo, desperte-a com um beijo e despose-a. Esse guerreiro é Siegfried.

CACHOEIRA DE FRANANG: Cachoeira em Midgard onde Loki é capturado quando metamorfoseado em salmão.

CREPÚSCULO DOS DEUSES: (Em alemão, Götterdämmerung) É a quarta ópera da tetralogia de Richard Wagner "Der Ring des Nibelungen," que narra a morte de Siegfried e de Brünnhilde. Crespúculo dos Deuses é a tradução da palavra Ragnarok.

DER RING DES NIBELUNGEN: (O Anel dos Nibelungos) Tetralogia operística de Richard Wagner, composta por quatro óperas que, apesar de poderem ser vistas separadamente, estão ligadas, formando uma história contínua. Para escrever o libreto, Wagner baseou-se em várias fontes, o "Nibelungenlied", o "Edda" e a "Volsunga Saga". A primeira ópera intitula-se "Das Rheingold" (O Ouro do Reno) e abre com uma cena no fundo do rio Reno, onde um monte feito de ouro é guardado pelas três Donzelas do Reno (Woglinde, Wellgunde e Flosshilde). O ouro é capaz de dar a quem o possuir imenso poder, desde que essa pessoa renegue o amor. O anão Alberich faz exatamente isto, apodera-se do ouro e faz com ele um anel mágico. Enquanto isto, os dois gigantes, Fasolt e Fafner, que acabaram de construir Valhalla para os deuses, agora pedem o pagamento: a deusa Freyja. No lugar de Freyja, os deuses propõe aos gigantes dar-lhes o ouro do reno e o anel mágico que confere poder. Wotan (Odin) e Loki confiscam o ouro e o anel de Alberich, mas não sem antes Alberich amaldiçoar o anel. O ouro é dado aos gigantes, mas Wotan está hesitante em separar-se do anel amaldiçoado. Erda, a deusa da Terra faz uma predição do fim dos deuses no Ragnarok. Wotan cede, dá o anel para os gigantes e a maldição causa logo efeito, pois Fafter mata Fasolt e transforma a si mesmo em um dragão que passa a guardar o ouro. Os deuses, então, sobem pela Ponte do Arco-Íris em direção a Asgard.
A segunda ópera se chama "Die Walküre" (A Valquíria). Planejando recuperar o ouro do reno, Wotan cria na Terra uma raça de semideuses da qual deverá sair o herói capaz de tal feito. Desta raça sobressaem-se os irmãos Siegmund e Sieglinde, que crescem separados, sem saber da existência um do outro. Quando eles finalmente se encontram, Sieglinde já é casada com com Hunding. Os dois irmãos apaixonam-se e fogem, deixando furiosa a esposa de Wotan, Fricka (Frigg), que é a deusa do matrimônio e sente-se pessoalmente ultrajada. Fricka exige que Wotan mate Siegmund. A contragosto, Wotan aquiesce e manda que Brünnhilde traga Siegmund para Valhalla. Sabendo do desgosto de Wotan, Brünnhilde resolve proteger Siegmund, o que deixa Wotan furioso e este faz com que Hunding mate o herói, enquanto Brünnhilde foge levando Sieglinde já prestes a dar a luz a Siegfried. Como punição por sua desobediência, Brünnhilde perde sua imortalidade e Wotan fá-la dormir no alto de uma montanha cercada por um fogo mágico que só poderá ser vencido por um herói destemido. Esse herói será Siegfried.
A terceira ópera intitula-se "Siegfried." Depois da morte de sua mãe, Siegfried é criado pelo anão Mime. Siegfried odeia Mime, mesmo sem saber que Mime o está criando apenas para que ele, quando crescer, mate o dragão Fafner de modo que ele, Mime, possa apoderar-se do anel mágico. Siegfried forja os pedaços de Nottung, a espada mágica de seu pai e recupera-a. Com ela, ele mata o dragão Fafner. Um pingo do sangue do dragão cai na mão de Siegfried e este leva-a à boca. Imediatamente, Siegfried passa a compreender a linguagem dos pássaros. Estes contam-lhe sobre a existência do anel no interior da caverna e sobre as intenções malévolas de Mime. Siegfried apodera-se do anel e mata Mime. Os pássaros falam-lhe, então, sobre a mulher encantada que dorme no alto da montanha cercada de fogo. O herói, então, parte para lá, atravessa o fogo e desperta Brünnhilde para com ela casar-se. A ópera termina com um maravilhoso dueto de amor entre Brünnhilde e Siegfried. Entretanto, o herói tem no dedo o anel amaldiçoado.
A última ópera chama-se "Götterdämmerung" (O Crepúsculo dos Deuses). Siegfried deixa o anel com Brünnhilde e desce o reno em busca de aventura. Ele chega ao castelo de Gunther que lá vive com sua irmã Gutrune e seu meio-irmão Hagen, que é filho do anão Alberich - e que, naturalmente, cobiça o anel feito por seu pai. Hagen dá a Siegfried uma poção mágica que faz com que este esqueça-se de Brünnhilde e apaixone-se por Gutrune. Em troca da mão de Gutrune, Hagen propõe que Siegfried consiga para Gunther a mão de Brünnhilde. Com um elmo mágico, Siegfried assume a aparência de Gunther que, atravessando o fogo, reclama a mão da Valquíria. Mais tarde, no castelo de Gunther, Brünnhilde acusa Siegfried de infidelidade e ambos juram sobre a lança de Hagen estar dizendo a verdade. Numa caçada, Siegfried é morto por Hagen, pelas costas, e é levado de volta para o castelo ao som de uma maravilhosa Marcha Fúnebre. Siegfried é colocado sobre uma pira para ser cremado. A Valquíria tira o anel do dedo do herói e o põe em seu próprio dedo. Quando as chamas começam a devorar o corpo de Siegfried, Brünnhilde lança-se nas chamas e morre com ele. O rio sobe até eles e as Donzelas do Reno tiram o anel do dedo de Brünnhilde. Hagen pula na água tentando recuperar o anel e morre afogado. A ópera termina com uma visão do céu em chamas e Valhalla sendo consumida pelo fogo. É o fim do reino dos deuses. É a chegada do Ragnarok.
Toda pessoa que gosta de mitologia deve ver esta obra de Wagner. É uma história belíssima de deuses e heróis, sublinhada por uma música absolutamente divina.

DRAUPNIR: Anel mágico (segundo alguns, é um bracelete) feito pelos anões para o deus Odin. Draupnir tem por característica produzir, a cada nona noite, oito anéis de igual peso. É um símbolo de riqueza e fartura.

DROMI: Nome da segunda corrente confeccionada pelos deuses para tentar prender o lobo Fenrir.

EDDA: (Significa "Avó") Poema épico escandinavo que narra as sagas dos deuses nórdicos. Existe um Edda Poético, de autor desconhecido e o Edda em Prosa, datado do século XIII, escrito pelo historiador islandês Snorri Sturluson (1178-1241).



EINHERJAR: São os heróis mortos em batalhas que são recolhidos pelas Valquírias e levados para Valhalla, onde eles passam os dias fazendo justas entre si e as noites banqueteando-se no grande salão, presididos pelo próprio Odin. Os Einherjar serão acionados no Ragnarok para lutar ao lado de Odin contra as forças do mal.

ELLI: (A Velhice) Durante uma visita a Jotunheim, Thor é instado a lutar com ela (sem saber de quem se trata) e quase consegue vencê-la. A saga demonstra o extraordinário poder de Thor.

EMBLA: A primeira mulher, criada por Odin de um olmo.

FARBAUTI: Gigante, pai de Loki.



FENRIR: Cria de Loki com a giganta Angrboda. É um lobo monstruoso que é acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok, quando ele se soltará e causará grande devastação antes de devorar o próprio Odin.

FONTE DE HVERGELNIR: Fonte que situa-se na base da terceira raiz de Yggdrasil, a que mergulha em Niflheim. Esta fonte dá origem a onze rios.

FONTE DE MIMIR: Fonte que situa-se na base da segunda raiz de Yggdrasill, a que mergulha em Jotunheim. As águas desta fonte dão sabedoria a quem delas bebe. Odin deu um dos seus próprios olhos para ter o privilégio.

FREKI: Nome de um dos dois lobos de Odin - o outro chama-se Geri. Consta que os lobos estão sempre com Odin e que quando este está à mesa, ele lhes dá toda carne com que é servido, já que ele só se alimenta de hidromel.

GARM: Grande cão que é acorrentado pelos deuses numa caverna na entrada de Niflheim. Ele se libertará com o Ragnarok e atacará o deus Tyr. Na luta, ambos morrerão.

GERD: Giganta de gelo cuja beleza encantou o deus Freyr que acabou por desposá-la.

GERI: Nome de um dos dois lobos de Odin - o outro chama-se Freki. Consta que os lobos estão sempre com Odin e que quando este está à mesa, ele lhes dá toda carne com que é servido, já que ele só se alimenta de hidromel.



GIGANTES: Foram criados antes dos deuses. Como na mitologia grega, representam o caos que os deuses eliminam e implantam a ordem.

GINNUNGAGAP: Na cosmogênese nórdica, é o abismo que havia entre o gelo do norte e o fogo do sul. Neste abismo, cheio do gelo derretido pelo fogo, surgiu a vida.

GJALL: A grande trompa pertencente ao deus Heimdall e que ele fará soar para convocar os deuses para a batalha final entre o bem e o mal com o advento do Ragnarok.

GLADSHEIM: (Lugar de Alegria) É o santuário dos deuses na Planície de Ida, em Asgard.

GLEIPNIR: Corrente feita pelos anões para prender o lobo Fenrir. Ela parece uma fita de seda; porém, depois de amarrado com ela, quanto mais Fenrir luta para livrar-se, mais forte ela fica e mais ele se enreda.

GULLINKAMBI: Nome do galo que desperta os Einherjar em Valhalla. Ele cantará também como alarma para os deuses com a chegada do Ragnarok.

GUNGNIR: Nome da lança mágica de Odin. Gungnir foi feita pelos anões e tem a seguinte peculiaridade: jamais erra o alvo.

HATI: Lobo que persegue a lua e que vai conseguir devorá-la no Ragnarok.

HEL: Cria monstruosa de Loki com a giganta Angrboda. Hel é metade branca e metade negra. Odin precipitou-a no mundo dos mortos para ser a sua guardiã.

HEL: Cidadela que fica em Niflheim, o reino dos mortos. Os mortos em geral vão para Niflheim, mas os maus vão direto para Hel.

HIMINBJORG (Penhascos do Céu): Nome do palácio do deus Heimdall em Asgard. Himinbjorg fica perto de Bifrost, a Ponte do Arco-Íris.

HLIDSKJALF: Nome do trono de Odin em seu palácio Valaskjalf, em Asgard. Sentado em seu trono, Odin consegue ver o que acontece em todos os nove mundos.

HUGINN (Pensamento, Entendimento): Um dos dois corvos de Odin - o outro se chama Muninn (Memória). Os corvos voam pelos nove mundos e, ao voltar, dizem no ouvido de Odin tudo o que viram e ouviram.

HYMIR: Gigante que possuia um imenso caldeirão com 5 milhas de profundidade o qual foi confiscado por Thor para nele ser preparada a cerveja dos deuses.

IDA, PLANÍCIE DE: Grande planície central de Asgard, onde fica situado o santuário dos deuses chamado Gladsheim.

JORMUNGAND: Cria monstruosa de Loki com a giganta Angrboda. É uma serpente gigantesca que, logo que nasceu, foi precipitada por Odin no oceano que circunda Midgard. A serpente cresceu tanto que contorna toda a Terra até morder a própria cauda.

JOTUNHEIM: Reino dos gigantes, que fica em Midgard. Sua cidadela é Utgard. Várias sagas dos deuses têm Jotunheim como palco.

LAEDING: Nome da primeira corrente com que os deuses tentam, sem sucesso, prender o lobo Fenrir.

LIF: Homem que surgirá de dentro da grande árvore Yggdrasill após o Ragnarok e que, com a mulher Lifthrasir, também surgida da árvore, repovoará a Terra.

LIFTHRASIR: Ver Lif.

LYNGVI: É uma ilha situada no centro do Lago Amsvartnir, onde o lobo Fenrir, é acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok.

MAGNI: Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. Ele e seu irmão Modi herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o Ragnarok.

MIDGARD: A Terra do Meio. É o segundo nível do universo, segundo os povos nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos deuses; Midgard, o reino dos homens; e Niflheim, o reino dos mortos.



MJOLLNIR: Nome do martelo do deus Thor. Mjollnir foi feito pelos anões Brokk e Eitri. O martelo tem a característica maravilhosa de, quando lançado contra um inimigo, retornar, como um bumerangue, à mão de Thor. É a única arma usada por Thor. Mjollnir é um símbolo de destruição, como maça usada na guerra, mas é também um símbolo de fertilidade.

MODI: Filho de Thor e da giganta Jarnsaxa. Ele e seu irmão Magni herdarão Mjollnir, o martelo de Thor, após o Ragnarok.

MUNINN (Memória): Um dos dois corvos de Odin - o outro é Huginn (Pensamento, Entendimento). Os corvos voam pelos nove mundos e, ao voltar, dizem no ouvido de Odin tudo o que viram e ouviram.

MUSPELHEIM: Reino de fogo situado ao sul. Do seu encontro com o gelo de Niflheim, situado ao norte, é que resultou na criação da vida no começo dos tempos.

NIDAVELLIR: Terra dos anões. Situada em Midgard.

NIDHOGG: Dragão que roi a raiz de Yggdrasill que mergulha em Niflheim. Quando o dragão começa a prejudicar a árvore, a águia, que fica no topo desta, desce voando e ataca o dragão. Enquanto Nidhogg lambe as feridas para curá-las, Yggdrasill tem tempo de se recuperar-se - e aí começa um novo ciclo.

NIFLHEIM: O terceiro nível do universo concebido pelos povos nórdicos. Os três níveis são: Asgard, o reino dos deuses; Midgard, o reino dos homens; e Niflheim, o mundo dos mortos. Niflheim é o lugar para onde vão todos os que não são mortos em batalha.

POÇO DE URD: Poço que fica situado junto à raiz de Yggdrasill que mergulha em Asgard. Ele é guardado pelas Nornas e junto a ele os deuses se reunem todos os dias em conselho.

RAGNAROK (O Crepúsculo dos Deuses): É o final dos tempos, quando haverá a grande luta final entre o Bem e o Mal, na grande planície de Vigrid. O primeiro grande sinal da aproximação do Ragnarok é a morte de Balder. Na época fatal, a terra tremerá, Loki e Fenrir libertar-se-ão das correntes que os prendem e, com seus aliados, começarão a grande devastação. Heimdall soará sua grande trompa Gjall, convocando os deuses para a grande batalha. Odin reunirá os deuses e os Einherjar, os heróis mortos em batalha e que esperam em Valhalla por esse dia para lutar ao lado dos deuses. Ragnarok será o fim do mundo dos deuses e dos homens. Depois, haverá um renascimento.

RATATOSK: Nome do esquilo que corre para cima e para baixo ao longo da raiz de Yggdrasill que mergulha em Niflheim. Ele leva insultos do dragão Nidhogg para a águia que fica no alto da árvore.

RINGHORN: É o grande navio do deus Balder. Dentro dele é colocada a pira que consome o corpo do deus depois que este é morto pelas maquinações de Loki.

SESSRUMIR: Nome do palácio da deusa Freyja em Asgard.

SIEGFRIED: Na saga dos Nibelungos, é o filho de Siegmund e de Sieglinde. Grande herói que restaura Nottung, a espada de seu pai, mata o dragão Fafner e conquista a Valquíria Brünnhilde. Siegfried é morto, pelas costas, por Hagen.

SIEGMUND: Na saga dos Nibelungos, é um Wälsung, descende de Odin. Grande guerreiro que brandia a espada mágica Nottung. Antes de morrer, Sigmund enfrenta Odin (sem saber que era ele) e quebra Nottung contra a lança do deus. Sigmund pede que os pedaços da espada sejam guardados para que seu filho um dia restaure-a. O nome do filho é Siegfried.

SINDRI: Palácio que surgirá com o renascimento após o Ragnarok.

SKIDBLADNIR: Gigantesco navio pertencente ao deus Freyr que tinha a peculiar característica de poder ser dobrado e guardado no bolso.

SKOLL: Lobo que persegue o sol e que, no Ragnarok, consegue finalmente alcançá-lo e devorá-lo.

SLEIPNIR: Cavalo de oito pernas, cria de Loki. Loki deu-o de presente a Odin que, desde então, cavalga pelos céus montado nesse veloz ginete.

SURT: Gigante de fogo que guarda Muspelheim. Em Ragnarok, Surt tocará fogo nos nove mundos.

SVARTALFHEIM: Reino dos Elfos Escuros. Fica situado em Midgard.

TANNGNOST E TANNGRISNI: Os dois bodes que puxam a carruagem de Thor.

UTGARD: Cidadela principal de Jotunheim. É governada pelo gigante Utgard-Loki.

UTGARD-LOKI: Gigante rei de Utgard. É um mestre da magia e da ilusão. Ele consegue enganar Thor quando este visita Jotunheim.

VALASKJALF: Nome do palácio de Odin em Asgard.



VALHALLA: Grande palácio em Asgard onde os Einherjar (os guerreiros mortos em batalha e para lá levados pelas Valquírias) esperam a chegada do Ragnarok. Enquanto eles esperam, os Einherjar passam os dias em justas entre si e as noites banqueteando-se no grande salão, supervisionados pelo próprio Odin. Valhalla é descrito como o palácio mais maravilhosa de toda Asgard.

VANAHEIM: O reino da raça de deuses Vanir em Asgard.

VANIR: Raça de deuses da fertilidade que, depois de vencidos em uma grande batalha com os Aesir, foram incorporados a esses.

VIGRID: Grande planície em Asgard onde acontecerá a grande batalha final entre o Bem e o Mal.

VIKINGS: Povo guerreiro originário da Noruega e da Dinamarca (depois espalhado para a Suécia e a Islândia). Grandes aventureiros e exímios navegadores, durante os séculos VIII e X os Vikings foram o terror da Europa, cujas costas eles pilharam. Eles chamavam a si próprios "Povo de Thor." Mas os Vikings não pilhavam apenas, eles formaram colônias permanentes na Islândia, na França, na Escócia e na Inglaterra. A cidade de York, no norte da Inglaterra, foi fundada pelos Vikings; na época, com o nome de Jorvik. Hoje está provado que os Vikings estiveram na América do Norte 500 anos antes de Cristóvão Colombo.

YGGDRASILL: Grande árvore que serve de eixo entre os três níveis do universo concebido pelos povos nórdicos. A árvore tem três raizes. Uma delas mergulha em Asgard, a terra dos deuses; a segunda mergulha em Midgard, a terra dos homens; e a terceira mergulha em Niflheim, o mundo dos mortos. No final do Ragnarok, Yggdrasill abrir-se-á e, de dentro dela, surgirão um homen, Lif, e uma mulher, Lifthrasir, que repovoarão a Terra. Yggdrasill é um elo de ligação entre os mundos.

YMIR: Gigante de gelo que surgiu no começo dos tempos. Ele surgiu do encontro do gelo do norte com o fogo do sul, no abismo chamado Ginnungagap. Ymir foi o primeiro ser vivo, juntamente com a vaca Audumla. Mais tarde, os irmãos Odin, Vili e Ve matam Ymir e, do seu corpo, eles criam os nove mundos.

http://www.asgard.hpg.ig.com.br/mitologi/nordica/glossari.htm#asgard


Lenda da Loba - Roma



Diz a lenda romana que, ao chegar às margens do rio Tibre, os latinos ergueram vários pequenos povoados dos quais o mais própero era Alba Longa. E um dos seus primeiros governantes foi Numitor.
Um dia, porém, seu irmão (Amúlio) robou-lhe o trono e ordenou que sua única sobrinha, Réa Sílvia se tornasse sacerdotisa para que nunca viesse a ter filhos.
Réa Sílvia, no entanto, uniu-se ao deus Marte e, com ele, teve filhos gêmeos: Rômulo e Remo. Ao saber disso, Amúlio mandou colocar os bebês num cesto de vime e atirou-os no rio Tibre.
Conduzido pelas águas, o cesto encalhou num lugar chamado monte Palatino. Os bebês forma salvos e amamentados por uma loba. Mais tarde, foram encontrados por um pastor, que os educou.
Quando adultos, Rômulo e Remo lutaram contra o maldoso Amúlio e, depois de vence-lo devolveram o trono de Alba Longa ao avô deles, ganhando com isso a permissão para fundar uma cidade.
Retornando ao monte Palatino, no ano de 753 a.C., os dois irmãos fundaram Roma. Logo em seguida, no entanto, passaram a ser rivais: movido pela ambição Rômulo matou Remo e tornou-se rei de Roma.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Lobisomem



Mesmo aquele de coração puro
Que reza de noite as suas preces
Pode-se tomar um lobo
Quando o acônito floresce
À luz brilhante do luar.

Assim diz uma canção antiga que fala do risco da transformação em lobisomem. Assim como os vampiros assombravam a Transilvânia, também os lobisomens perturbavam a Europa Setentrional e Ocidental. As lendas dos lobisomens remontam talvez aos mitos dos deuses noruegueses, que, segundo se dizia, assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo. Mais tarde, no século XVI, durante a época de perseguição às bruxas, admitiu-se que estas se podiam transformar em lobos. Na sua forma humana, não é fácil distinguir um lobisomem de um vampiro, uma vez que partilham de numerosas características, tais como as sombracelhas unidas, unhas em forma de garras, orelhas pequenas, por vezes ligeiramente pontiagudas, e mãos peludas. A única e ligeira diferença entre ambos é que o dedo anelar das mãos de um lobisomem é supostamente tão grande como o dedo médio ou maior ainda. Realizada a transformação, o lobisomem surge sob a forma de um lobo gigantesco que se desloca quer sobre as 4 patas, quer como um bípede extremamente peludo que conserva traços humanos, embora particularmente repulsivos, e garras nas mãos. Em qualquer das formas, rasga as gargantas das vítimas, cuja carne devora em seguida. Na Itália do século XVI cria-se que cresciam pelos nas entranhas de alguns lobisomens. Em 1541, pelo menos um suspeito morreu sob os escalpelos dos seus examinadores. Suspeitou-se de que o impopular rei inglês João Sem Terra, que reinou entre 1199 e 1216, seria um lobisomem. Uma crônica normanda descreve como os monges, tendo ouvido ruídos procedentes da sua sepultura, retiraram o seu corpo de terra consagrada. São muitos os processos através dos quais um homem se pode converter num lobisomem. Gervase of Tilbury, um eclesiástico medieval, considerava um método infalível desnudar-se e rolar sobre a areia em noite de lua cheia. No folclore italiano, bastava ser-se concebido por altura da lua nova ou apenas dormir ao relento sob a lua cheia uma sexta-feira para se ser transformado num lobisomem. Conta-se que, na lrlanda, S. Patrício amaldiçoou um clã inteiro cuja falta de fé lhe desagradava; de 7 em 7 anos os membros desse clã convertiam-se em lobisomens. Segundo algumas lendas européias, a transformação verifica-se quando se bebe num regato onde tenha bebido um lobo, quando se é mordido por um lobo raivoso ou quando simplesmente se come acônito. São também variados os processos utilizados contra os lobisomens. O folclore franco-canadiano aconselha um exorcismo no qual se invoque o nome de Cristo ou se chame por 3 vezes o lobisomem pelo seu nome de batismo. Na França, o método indicado para o vencer consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante a sua fase de lobo. Mas o método mais divulgado para libertar um ser humano da condição maldita de lobisomem consistia em alvejar o animal com uma bala de prata, preferivelmente de prata consagrada, obtida, por exemplo, do crucifixo de uma igreja.

Lusus - Niilista, brutal e intolerante.
Toda a informação devia ser gratis e acessivel.

terça-feira, novembro 02, 2004

Lobo Ibérico - FAQ



O lobo da Península Ibérica é uma subespécie do lobo cinzento (Canis lupus), designando-se "Canis lupus signatus". Mais pequeno e leve que as restantes subespécies do lobo conzento, signatus mede em média 70cm ao garrote e pesa entre 25 e 40 Kg. Apresenta manchas avermelhadas por detrás das orelhas e manchas mais claras no focinho e garganta. Os olhos são obliquos e cor de topázio.
Observar os lobos no seu habitat natural é raro. O número destes canídeos actualmente existente em liberdade no nosso país, é calculado em cerca de 300. Estima-se que vivam na Península Ibérica entre 1500 a 2000 lobos.
Embora protegido por lei, o lobo é capturado e morto ilegalmente, verificando-se, inclusivamente, o abate de lobitos nas tocas. Isto resulta do ódio que o lobo desperta por atacar os animais domésticos. O lobo é um animal inteligente e altamente sociável.
"Os lobos, como todos os outros animais de vida silvestre, têm o direito de existir no seu estado natural. Este direito não está, de modo nenhum, relacionado com o seu valor para a humanidade. Pelo contrário, tem a sua origem no direito que todas as criaturas vivas têm de coexistir com o Homem como parte integrante dos ecossistemas naturais."
(1º Princípio do "Manifesto and Guidelines on Wolf Conservation")
O lobo teme e evita o Homem. Ao contrário do que se julga, não é o lobo que constitui um perigo para o Homem, mas sim o contrário.



Quem é o lobo?

O Lobo pertence ao reino Animal e dentro deste à classe dos Mamíferos e à ordem dos Carnívoros. Os Carnívoros, assim chamados porque se alimentam principalmente de carne, dividem-se em sete famílias, pertencendo o lobo à família Canidae, que inclui ainda o coiote, o chacal, o cão e a raposa. Os quatro primeiros pertencem ao género Canis, enquanto a raposa pertence ao género Vulpes. O género, por sua vez, engloba um certo número de espécies. Existem duas espécies de lobo: o cinzento, designado por Canis lupus, e o lobo vermelho, chamado Canis rufus.
O lobo vermelho encontra-se infelizmente extinto no seu estado selvagem, estando actualmente a efectuar-se estudos que permitam a reintrodução, com base em casais mantidos em cativeiro em instituições científicas. O lobo cinzento é pois o único que ainda podemos encontrar em liberdade em diversas regiões do mundo. Precisamente porque se distribui por diferentes zonas, evoluiu conforme as características das regiões onde vive, originando um grande número de subsespécies. Foram descritas 32 subsespécies de lobo cinzento, mas muitas destas estão já extintas, isto é, desapareceram, devido à acção destruidora do Homem, e nunca mais se poderão observar.
Actualmente, na maior parte da área por que se distribui, o lobo habita apenas as regiões mais abruptas e recônditas. Uma das subsespécies do lobo cinzento que ainda sobrevive, se bem que em número reduzido, encontra-se na Península Ibérica e designa-se cientificamente por Canis lupus signatus.



Qual o carácter do lobo?

Sempre que se fala do lobo, associa-se a sua imagem a um animal selvagem, feroz e agressivo. Esta ideia tem origem principalmente no facto de ser um predador, isto é, um caçador que necessita de matar outros animais para sobreviver e que evita o contacto com o ser humano, procurando as regiões mais abruptas e recônditas para viver. No entanto, nos últimos anos, numerosos cientistas têm realizado estudos sobre lobos e, ao observarem a sua maneira de viver, chegaram à conclusão que são muito diferentes do terrível animal referido nas lendas e tradições.
Os lobos são animais com diversas «personalidades» mas, de um modo geral, pode dizer-se que são amigáveis, gostam de estar juntos e mostram uma grande afeição mútua. São bastantes tolerantes e gostam de brincar, particularmente quando são jovens. São também animais inteligentes e bem disciplinados, uma vez que isso os ajuda a sobreviver. Constituem casais fieis e são pais cuidadosos. De facto, a sociedade lupina é de uma organização tão completa que algumas pessoas estão a realizar estudos sobre este aspecto, pois acham que o próprio Homem poderá aprender com ela.



Como comunicam os lobos?

Uma sociedade tão organizada depende, tal como a sociedade humana, de um bom sistema de comunicações. Os lobos têm a capacidade de comunicar mutuamente, embora não através da palavra como os seres humanos. Eles utilizam sinais: movimentos e atitudes corporais, olhares, cheiros e sons tais como ladridos, rugidos e uivos. O seu sentido do olfacto é muito desenvolvido e um cheiro significa muito mais para eles do que para nós.
Através da maneira como utiliza a cauda, um lobo mostra qual o seu estatuto na alcateia, expressa os seus sentimentos e mostra as suas intenções pela maneira como apresenta o focinho, as orelhas e a cauda e até pelos pêlos do dorso. E, evidentemente, os lobos uivam! Fazem-no, por exemplo, para informar os companheiros sobre a sua posição, para reunir os membros da alcateia, para chamar os lobitos, em ocasiões particulares como as que precedem uma caçada, ou simplesmente por prazer e para consolidarem os laços que os unem.



http://crloboiberico.naturlink.pt/info_lobos.asp