sexta-feira, setembro 02, 2005

Liberdade de expressão, Democracia?

David Irving(historiador) com os livros que o levaram a tribunal

Todos os portugueses já ouviram falar, da noite de cristal, vezes sem conta, e as imagens da fogueira dos livros "subversivos" a serem queimados, passou repetidas vezes nas nossas televisões. Isto passou-se à mais de 70 anos na Alemanha do III reich
Os comentadores politicos, historiadores, e defensores das liberdades etc, sempre mantiveram uma opinião unanime, de que livros nunca deviam ser proibidos, que é um dos maiores atentados contra a liberdade de expressão a aprensão ou a proibição de qualquer obra.
No entanto a realidade é outra, essas mesmas pessoas são contra a "queima dos livros", só querem permitir os que acham que são politicamente correctos, os que caminham dentro da ideologia do "sistema" e se enquadram no seu pensamento ideológico, porque ao longo dos anos temos vindo a reparar que a campanha de apreensão de livros continua, só que uma vez mais estas informações não chegam á população em geral, e quando chega logo se justifica com o "ah isso eram cenas nazis".

Há 9 anos atràs realizou-se uma das maiores apreensões, cerca de 35 residencias de camaradas foram revistadas e apreendidos centenas de livros.

Há cerca de 4 anos a PJ apreendeu em casa de nacionalistas, uma vez mais... livros.

Este ano a GNR apreendeu varios livros na Skinhouse de Lisboa, entre eles livros da historia de Portugal,como o Viriato, e outros de variados temas desde o revisionismo histórico, passando por novelas e livros ideológicos nacionalistas.

Existiam 2 foruns nacionalistas na internet, e devido ao teor ideológico foram fechados (servidores grátis que alojam tambem foruns de gays, comunas, droga, etc, só se importaram com o formato do nosso. Tivemos que optar por comprar um espaço próprio)

Por se ter organizado um concerto existem pessoas hoje nas barras dos tribunais(concerto este sem qualquer incidente, ao contrário das festas do Avante com,overdoses,roubos e trafico no recinto)e estão a ser acusadas de crimes contra a humanidade.

Nós nacionalistas estamos habituados a viver com a repressão democrática que a todo o custo nos quer silenciar, o importante é não baixar os braços e estar disposto a ir até às ultimas consequências nesta luta contra a hipocrisia e pela liberdade.




Em 1975 começou o expurgo das bibliotecas publicas, agregadas a escolas e outras instituições culturais, expurgo e repressão esta que já dura em Portugal há 30 anos.

“Foi determinado pela histórica circular n1/75 do Ministerio da Educação, Investigação e Cultura o seguinte:
Exmo Sr Encarregado da Biblioteca: é chegada a oportunidade de, numa primeira fase, proceder nessa biblioteca ao saneamento dos livros que não reunam condições ideológicas, literárias ou técnicas para continuarem a ser dadas à leitura:
Nesta conformidade deve V.Ex.ª seguir, com toda, a urgencia, as intruções seguintes:
a) Retirar da biblioteca e inutilizar pela forma que achar mais conveniente e perante 2 testemunhas, todas as obras que constam da lista “a” anexa a esta circular;
b) Lavrar auto dessa destruição em duplicado, de onde conste o nome de todas as obras inutilizadas e o modo como o foram arquivando um exemplar no processo da biblioteca e enviando o outro a esta Direcção-Geral;
c) Cortar a página que contém uma frase dos ex presidentes do concelho, em todos os livros constantem da lista “b” anexa a esta circular, livros estes que continuam depois disso a figurar na biblioteca.

Deve ainda V.Exª aguardar que oportunamente se lhe envie segunda lista de mais obras a destruir numa segunda fase.
Com os melhores cumprimentos –A Direcção Geral

a) Maria Justina da Fonseca


“Esta circular documenta um dos mais vis, mais repugantes e estupidos atentados á inteligencia alguna vez cometidos em nome da liberdade, do progresso e da tolerancia. É que não se tratava apenas de afastar da leitura, senão de destruir. Dir-se-á que a policia politica tambem neutros tempos destruira livros. Mas um crime não justifica outro crime. E uma policia politica não pode comparar-se com um Ministerio da Educação Investigação e Cultura.
Para mais está fora de duvida que a desisão destruidora não foi da funcionária que assinou o oficio, aliás mal escrito.Ela deve ter-se limitado a cumprir, embora sem o denunciar, despacho Ministerial. Foi pena que não o tivesse revelado, para não ficarem duvidas sobre o luminoso espirito libertário que o teria proferido, parece que em outubro de 1974 a sentença destruidora.
Entre as obras lançadas à fogueira pelas liberdades da jovem democracia contavam-se estas:

1) Biografia de sto António, pelo douto padre Félix Lopes
2) A familia a mulher e o lar, de J. Francisco Rodrigues
3) Historia breve de Portugal, de Caetano Beirão
4) A revolução portuguesa, do catedrático e historiador español Jesús Pablon
5) Forças Armadas Portuguesas
6) Exposição Henriquina
7) Rapaziadas teatrais, por Zé Ninguem
8) O livro da cortesía, por Carlos Fiore
9) Virtudes da Raça, por Pereira da Conceição
10) Serões rurais, por Albano de Melo
11) O natal em Portugal, de Luis Chaves
12) De passeio á beira-alta, de A. Lucena e Val
13) Santos de Portugal, de Américo Cortês Pinto
14) O livro do caçador, de João Maria Bravo
15) A Nação, de Mário Simas
16) O pomar, de Miguel da Mota Melo
17) Os grandes escritores portugueses, por João Gonzalo de Carvalho
18) Pintura da nossa terra e da nossa gente, do Prof. Flórido de Vasconcelos e Arq. Marcelo de Morais
19) A matemática não é difícil (2 volumes) de Manuel de Sousa Ventura
20) Geometría ao canto da lareira, de Manuel de Sousa Ventura
21) O comércio, de Rui Gomes Tarroso
22) Gago Coutinho geografo, de Jorge Ramos Pereira "

Em “Quando os cravos murcham ,de Barradas de Oliveira”